terça-feira, 28 de outubro de 2008

Show do Mudhoney em São Carlos



Encontrei uma resenha falando sobre o show.

Mudhoney (USA): A praça estava linda. Lotada das mais diversas pessoas possíveis, entre algumas famílias, curiosos e pessoas que estiveram envolvidas em outros momentos do Festival. O vento batendo forte, em uma noite mais do que agradável. Chegara o momento final. Os fãs mais ferrenhos se apertavam em frente ao palco, outras pessoas traziam pôsteres ou camisas do Nirvana e tiravam fotos, tentando registrar da melhor forma possível o que aconteceria naquela noite. O movimento Grunge, não só revolucionou a juventude do início dos anos 90; ele é um estágio por que se passa os adolescentes que gostam de rock, de música, e começam a ter atitude para fugir dos padrões pré-estabelecidos por sua sociedade. O que brotou em Seattle, vai estar para sempre na cultura musical do mundo, e para um Festival organizado por uma Universidade, é muito importante fazer com que as pessoas tenham acesso à história viva.



Nem a primeira música sem voz no P.A para o público desanimou quem realmente queria ver o show de uma das maiores bandas de rock do mundo em plena atividade. As músicas novas, do disco “The Luky Ones” tiveram prioridade, mas mesmo assim o show foi recheado de clássicos dos vinte anos carreira. As músicas são atemporais; nascem em um contexto e ganham significados muito maiores com a mutação da banda, dos ouvintes, do mundo. A contemporânea I'm Now, por exemplo, possui tanta força para a banda quanto Suck You Dry ou Touch Me I'm Sick, considerada a canção-marco de tudo isso. Esta, no show, foi o momento mais catártico para o público, dentro tantos outros, como até mesmo o inexplicável tênis atirado em Mark Arm no começo da apresentação. No mesmo momento eles pediram para isso não se repetir, como se falassem com uma criança descontrolada que tenta tocar no seu super-herói em ação para ver se ele é real.




No final, ele retomou o episódio, ao falar para que no futuro as pessoas não jogassem o calçado no cantor, mas sim na polícia, e tocaram a clássica Hate the Police, símbolo das mensagens políticas, da contestação de valores e da revolução em forma de música que é o Mudhoney. E eles fazem isso com a palavra, com os gestos e com os instrumentos. O vocalista conserva a mesma vitalidade de sempre, rouco, abusando dos berros e agudos semi-metaleiros, enquanto os riffs de guitarra pesados, com muito barulho, invadem as mentes ao longo de todo o show, comandadas pelo concentrado Steve Turner. A bateria de Dan Peters, não mede esforços para pesar ainda mais na agressividade das músicas e o baixista Guy Maddison, naturalmente já é da família, mesmo sendo o integrante mais recente a entrar para a banda. Agradecidos pela vinda das pessoas ao show livre, eles ainda voltaram para o bis, gastaram a energia final que possuíam, e deixaram mais mudanças na vida de todos que puderam estar ali.


Não consegui fotos do show de São Carlos ainda,as imagens são de outros shows.
Espero que tenham gostado e em breve farei um megapost sobre a noite carioca
do Mudhoney!!!

Enjoy!!!

5 comentários:

Unknown disse...

Olha minha amiga fabi com o set list na mão :)
esse show em São Carlos foi realmente inesquecivel , um grande presente para os fãs de Mudhoney !
seu blog está impecável ! estou adorando cada post !
abração !!

http://www.fotolog.com/mudhoney_brasil

Unknown disse...

olha eu com o set list q posteriormente foi autografaddo pela banda!!!! se vc quiser posso passar fotos do show de são carlos...
e parabéns pelo blog!!

Daniel Souza Luz disse...

Ei, eu que tirei a foto da menina - que viria a conhecer depois - com o setlist do show em São Carlos.
Quero meus direitos autorais!
Estou zoando, ainda mais nessa era digital copyright free. De qualquer forma, é engraçado me deparar com essa foto aqui. Fica aqui registrado o crédito, beleza?

Kleber Ramos Costa Muniz de Oliveira disse...

Está mais que registrados , creditos da foto do Set List de Londrina para
Daniel Souza Luz.
Parabéns pela foto!!!!!

Daniel Souza Luz disse...

Hehe,valeu Kleber, nem esquenta, abraço!